sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Festival de Teatro de Curitiba 2013 - Macbeth
"Macbeth", uma das principais tragédias de Shakespeare, do diretor Gabriel Villela peça marcada no Festival de Curitiba na Mostra 2013.
Em 2010 o diretor não foi feliz com seu teatro de Rua "Sua Incelença Ricardo III". Isto porque deu uma chuva que inundou tudo. E em 2011 com "Hécuba", de Eurípides foi algo de grande fineza e arrebatamento. Vamos ver 2013 que tem tudo para ser um espetáculo preparado para o sucesso. Chover dentro de um teatro fica difícil.
Peça "Macbeth" encenada na linha brechtiana e com muita atenção aos detalhes.
Espetáculo dirigido por Gabriel Villela, com Marcello Antony e Claudio Fontana nos papeis principais.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Fundação Cultural de Curitiba
Passei na biblioteca da Rua da Cidadania de Santa Felicidade e constatei que voltaram muito dos livros de teatro que tinham levado para a sede da Fundação Cultural. Isto me chamou a atenção, e fui no espaço de atendimento da fundação no mesmo espaço.
Comecei um diálogo com uma senhora sobre a possibilidade de dar aulas de teatro e ela me falou que só tinha o teatro infantil. Falou que eu deveria participar de um edital da Fundação e não tinha nenhum aberto no momento.
Diante da decepção costumeira falei que os procedimentos da fundação eram de dois editais e da forma burocrática que não facilitava os procedimentos. E após fazer uma comparação com os editais de Minas Gerais das quais fui contemplado, ela me disse: "que pena que você saiu de lá". Uma frase que ela citou mais duas vezes durante minha conversa.
Falei da contra partida que a fundação exige com o objetivo do projeto para realizar atividades para a fundação com um financeiro baixo estabelecido no valor total do projeto.
Um momento ela me disse que as pessoas não acompanham as iniciativas, e fiquei pensando: se uma instituição foi criada para dar suporte para a população e ela não viabiliza por não ter respaldo, então não é a população que deve ser culpada. Por que se ela foi criada para população e não atua com a população, qual é a função desta instituição? Será que vamos ter sempre os adolescentes com carência de atividades e quando busca a instituição ela não dá suporte? Como muitas escolas com média de 500 alunos e não tem nenhum praticando uma arte na região. Percebo aqueles adolescentes que tem uma iniciativa para a arte e percebe-se a Fundação com uma certa arrogância de que ela é o centro das atenções como se fosse.
O teatro em Curitiba é só o Festival de Curitiba e alguns cursos que promovem os espetáculos direcionados para seus alunos e pais. De resto não existe teatro em Curitiba. Ele é muito pobre, sem os incentivos adequados. Os grupos são pequenos e geralmente são de professores vinculados a escola Fap que precisam estar atuantes.
Curitiba com cultura artística dá impressão que acontece e não acontece. Existe uma carapaça não produtiva que engana. Poxa, eu produzi várias peças e tenho um Drt de direção. Poderia estar montando a média de 3 espetáculos no ano com qualidade. Mas o que vejo é uma porta bem fechada de uma soberba que não corresponde a sua função. A Fundação Cultural de Curitiba não produz a contento. Ela engana num faz de contas, e com ela gira um financeiro considerado. Se ela não tem o propósito de fomentar a cultura artística na empatia com a população, então porque ela existe?
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Marta Suplicy, a demagogia em pessoa.
Vejam o que a Marta Suplicy falou no artigo "O Poder Jovem na Folha":
"Mais tarde, postou um vídeo mostrando a falta de preparo do professor de matemática".
Ela fala como se o outro lado, que ficou sem o direito de se manifestar, fosse o problema. Ela esta julgando e desprestigiando os professores que sabem que por trás desta história têm muito o que se falar. Isto no contexto do "diário de classe" da Isadora Faber. A Marta Suplicy, que é a Ministra da Cultura, agora. E o Brasil dá um passo atrás.
Isto quer dizer que a professora que entrou na justiça, as merendeiras desrespeitadas, o regimento da escola que não serviu para nada, a lei do estado que não permite celular em sala de aula. O professor que foi comparado com um "rato", deve fazer parte da construção democrática da Marta Suplicy?
Como pensar de alguém que deveria ter um preparo para assumir o Ministério da Cultura pode pensar assim? Meu Deus, o Brasil não pode ser isto.
De improviso acabei me envolvendo com o caso e aos poucos fui conhecendo os personagens da estória de Isadora Faber. A minha curiosidade maior era saber o outro lado (isto já marca uma estrutura binária importante). E me surpreendi quando o outro lado; marcou sua presença com uma diferenciação espetacular. Um posicionamento com um grau de estratégia interessante e ao mesmo tempo acuado com tanto ruído.
O que falta antes das pessoas se manifestarem é buscar mais informações sobre os acontecimentos.
Implantaram uma áurea que não corresponde com a verdade. Tudo é sujeito à interpretações. Mas é razoável pegar aquilo que é mais universalizante e no contexto da opinião da comunidade local. E no universo da Isadora Faber criou-se dois mundo: a verdade da menina com os pais desenvolvendo a trajetória por trás e a verdade da comunidade em que a menina faz parte. E grande parte da culpa é da mídia, com o trabalho jornalístico que tentou criar um personagem que se tornou um ser estranho, e provavelmente com um desenvolvimento futuro comprometido.
Continuando... Pequei uns exemplos aqui para conferir naquilo que o Brasil está caminhando nesta consciência de perspectiva em formação. Que é um retalho de reportagem desta semana que revela um gesto peculiar cada vez mais proeminente na sociedade:
Esta foi uma reportagem em um canal de televisão que no momento não sei o canal: Policiais abordam um carro na perseguição. Um carro idêntico daquele usado no assalto e constataram que não era o mesmo. Mas este "carro abordado que não era dos assaltantes portava armas e drogas".
Alguns vão achar coincidência. Será mesmo?
A reportagem: "Ela (Lore de Santana Vaz) foi encontrada degolada no último dia 13, em Santo André, no ABC Paulista.
O auxiliar de limpeza Robert P. de 32 anos, foi preso anteontem e confessou ter recebido R$ 1 mil para matar a vítima. Na noite de ontem, o funileiro Nonato. B. de 21 anos, também foi detido. Os dois são apontados como executores do crime". Publicação da Jornalista Thaís Nunes.
O que está mostrando aqui é o fato da mentalidade prevalecendo na população. O assassinato não foi feito por ladrões; foi feito por trabalhadores. O que configura um estado de violência de uma comunidade doente. Tudo gerado por uma educação que não alcança mais os seus objetivos. Uma educação em frangalhos que alguns insistem em pontuar quando o universo todo da relação social esta comprometida. As famílias são o centro de um epílogo de desencontros diante de um discurso da independência solitária e ao mesmo tempo o mundo dos iguais. O "ai fora" está sendo construído de uma forma que o humano volta ao seu instinto primitivo.
Coloquei parte deste texto nos comentários no site do Ministério da Cultura¹ sujeito a avaliação para ser publicado e não foi aceito, excluíram. É claro que aqui daria um debate sobre a "liberdade de expressão" tão divulgado num país democrático, que de democrático não tem nada. A não ser que seja de interesse deles. O que é muito, mais muito... mais muito estranho.
E geralmente sou excluído com meus comentários na rede social, e até entendo. Por que o que eu falo os burros abaixam a orelha.
¹ Ministério da Cultura da Ministra Marta Suplicy. Artigo no www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/65109-poder-jovem.shtml
carlos jansson
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
O Homem que não gostava de dinheiro
Pensei em escrever um conto, sem aumentar um ponto. O que me intriga com este título é saber que o dinheiro não é intrínseco na sociedade de uma consciência reinante¹. Ele pode ter se alastrado como um vírus nas profecias de Adam Smith. E ter uma estrutura social abarcado nele como forma de esquadrinhar nossas vidas sem opção de outros formatos. Mesmo percebendo outros povos que numa diacronia, num mesmo tempo, e até aqueles que trilharam um paralelo de civilização, olhavam o mundo com propostas ingênuas e nobres.
O engraçado é o formato das permutas entre empresas e empresários quando se deparam com esta possibilidade. Todos eles se sentem em estado de graça diante da possibilidade da troca dos produtos. Muito mais do que se usassem o dinheiro como mediador. E é aqui a chave do meu problema que devo escrever mais, na sequência. Troquem-se e não contribuam para uma consciência a caminho da falência. A troca faz bem a algo que você nem percebe e que logo, logo a gente fala. A palavra "dinheiro" já não é visto como um bem entre nós. Ele está carregado de negatividade e tudo força de quem contribuiu para que ele estivesse assim, que não foi você é claro. E sim, está nuvem negra do poder que prega a igualdade e discrimina ao mesmo tempo. Não que você vá rasgar dinheiro.
Experimente fazer uma permuta bem feita para ver se não se sente próximo de algo mais concreto. Da lógica do concreto.
¹ Acho que na prática com engenho em Marx não concordava com isto que falei, da maneira que falei.
depois continuo.
carlos jansson
domingo, 12 de agosto de 2012
Imprecações: O dia que Calígula cortou as línguas.
Estou ficando cansado da linguística com seres hilariantes que despejam sons e mais sons. A vaidade é o centro dos argumentos que não cessam. Textos que se equivalem em diálogos de igualdade nos casais do modismo inglês sendo que uns 150 anos atrás as mulheres eram vendidas em praças e feiras na Inglaterra com cordas nos pescoços, e o contraditório é estabelecer que existe uma comunhão mútua num ditame de extrema individualidade nos atuais. Não houve uma acomodação nos costumes, e acabam revelando uma insatisfação nas relações por estarem fundamentados em enganos. Saio da peça¹ que não sabe fazer outra coisa que não seja relacionar um monte de pares num tom de ideologia das igualdades, e entro num ônibus com alguns bonés rimando rap numa vaidade falante. É tão evidente as intenções, coisas de marcação. Uma linguística estética convenciona-se ao silêncio, sem compartilhamento das almas no intelectuo. Não preciso provar e serei feliz sem os tímpanos. Um mundo dos falantes acaba de perder um representante que pensava ser um grande argumentador dentro de uma esfera que todos são argumentadores vaidosos na busca de se endeusar e satisfazer sua presença no mundo contando coisas, uma busca de justificação falante no espaço. Pensava que escrevia bem e muitos escrevem, e você é o rastro do aquém. Deveríamos ser animais sem esboçar símbolos no caminho do vácuo da natureza no continuum. Uma racionalidade que é uma besta degringolada.
E quanto a venda de mulheres inglesas, não duvide. Era um costume e costume na esfera de Hume ou Bourdieu e etc, como queira. Falar de relações em termos de igualdade numa espécie de joquinho com influência tendenciosa gestora de nossas fragilidades colocando como ideal é algo nojento. E toda moralidade dos iguais vem calcado num defeito que passa como modelo de costumes, e assumimos como se tudo tivesse sido feito moldado com a perfeição sendo que para eles é uma correção do mal feito. Brindamos com êxtase aquilo que veio com defeito num mero esculacho de gente vazia esperando pequenos argumentos, tidos como exemplo, para delirar. E mais: numa representação que vem de um passado que não foi bem gerido e não somos capazes de averiguar a exatidão daqueles gestos é falta de visão, de observação, de nitidez. Interpretem bem, sem as tendências óbvias, para representar bem o contexto daquele universo. Sapere aude. Cabe saber quem mentiu num todo mentiroso de influências impregnantes. O teatro não pode ser tão ingênuo.
"Será possível que um governo que proíbe a venda de um negro não possa proibir a venda de uma esposa saxônica?" Caroline Dall (feminista 1860).
¹ Montagem Teatral "Imprecações" de 3 textos do Michel Deutsch: "As despedidas" (Les Adieux), "Os Beijos" (Les Baises) e "Audição" (L'Audition).
Site: http://serialcomicos.blogspot.com
depois faço a correção.
carlos jansson
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Revolução dos Generais
Penso que há um equivoco brutal em tudo isto. A propaganda da Revolução Francesa não condiz com aquilo que permaneceu depois. A democracia como uma estratégia de guerra demonstra que não temos uma afinidade para o bem. O general Napoleão, após a Revolução Francesa mandou um recado objetivo no inconsciente que o mundo sempre será mandado por generais. Não é o Obama que manda no mundo, e não é ele que faz as guerras. Ele participa num jogo da manutenção de seu poder fragilizado diante do sistema já desencadeado, o mesmo jogo que faz a rainha da Inglaterra com um glamour de realidade. Pensar que o capital e o livre ir e vir é o eixo principal da humanidade é substimar o poder. No Brasil o poder político é um câncer irremediável e o exército é uma piada. Será que o Brasil é esta potência? Será que somos potência porque somos bonzinhos no mundo? Que cara que o Brasil tem realmente. Aqui não passou nem um general e nem ganhamos alguma guerra significativa. Que identidade é esta que faz pensar que somos alguma coisa? Nada como a democracia (que não existe) para permanecer num mar de poeiras numa ilusão de que estamos dentro do paraíso. Nós estamos apodrecendo num continuum achando que estamos chegando lá. Chegando lá onde mesmo? A estratégia de guerra esta armada e nós não somos nada. Ou somos?
Aparentando aqui uma volta a escola tradicional da história, e não é diante da subjetividade de longa duração que nos atinge factualmente. Não existe tempo anacrônico aqui, e sim, uma constatação do nosso tempo. Que aliás se tornou intrínseco a manipulação histórica diante de uma modernização desleixada e pintada como um ser humano pleno de liberdade. Quando notamos uma homogeneização que dispara uma regularização estrondosa da mentalidade se precavendo de um homem que não pode pensar diferente diante da segurança humana universalizada, legalizada na moral e leis que ultrapassaram o contextos empírico dos costumes. Geralmente moldados por aqueles que deveriam estar inserido no mundo dos cães, e estamos num processo civilizador negativo por causa deles.
Esta citação é da carta em que Hegel descreve sua impressão ao presenciar a entrada de Napoleão, com seu exército, em Jena, em 13 de outubro de 1806:¹ "Vi o imperador (esta alma do mundo) cavalgar pela cidade em visita de reconhecimento; suscita verdadeiramente um sentimento maravilhoso, a vista de tal indivíduo, que, abstraído em seu pensamento, montado a cavalo, abraça o mundo e o domina". Ele conectou a rede de interdependência que vivemos hoje e seu domínio nunca deixou de existir.
O erro de Napoleão segundo Jacob Burckhardt foi "a incapacidade de transformar os povos vencidos em aliados" (Fernandes. 2008. p.118). Ele não conseguiu domesticar os vencidos diante de uma disputa ferrenha com a Inglaterra. Uma disputa da centralização com as pluralidades dilacerada vigente.
¹ Fernandes, Cássio da Silva. Concepção de estado entre Ranke e Burckhardt in: Facetas do Império. Sp: Hucitec. 2008. p.108.
faço a correção depois.
carlos jansson
domingo, 29 de abril de 2012
Um Passeio de Mãos Dadas com Heráclito a Caminho do Cinema.
A lua está vermelha. É um argumento que é mero adorno para o início de um texto e instigante o suficiente para se querer ver a lua vermelha. Ela pode não chegar a ser vermelha já sendo vermelha na colocação. Existe a possibilidade de ela vir a ser vermelha numa conjugação de fatores naturais sucessivas. Os deslocamentos das massas ganham um olhar atento. A lua vermelha é poesia por ser instigante de sobreposição de imagens.
O rio é escuro e passa. Mas, ele permanece escuro. Os sentidos fazem uma equivalência do permanente. A sobreposição é nítida quando não se tem o deslocamento do olhar desfocado. Uma sucessão marcada com o gosto da água que se desmancha na língua num volume marcado por uma coisa. A sensação de uma massa que rodeia o dedo dentro da água ¹. A temperatura fria que diferencia do corpo constante. O fenômeno da evaporação como um corpo que brinca se manifestando na natureza.
Heráclito não pode ter percebido apenas a mobilidade das águas. O instigantes fraturou o seu cérebro numa disposição de imobilidade quantitativa de sentidos. E o contrário, criado no próprio contexto que se confirmada é a grande piada da humanidade. Dentro de um processo reducionista da matemática ela pode ser apresentável, numa premissa falsa por não ser levado em conta a sucessão.
Afastar o espelho histérico de semelhança do eu nas coisas com seus tempos efemeros limitado a uma transitóriedade própria que se faz no mundo. Permitindo assim ao estabelecimento de uma matemática sem o revés do isolamento no nada. Não perdendo de vista o hiato que é a fonte da juventude esperançosa que jorra racionalidade infinita. A cada afastamento há um sabor enigmático na história de portas factuais se fechando que gostariamos de estar abrindo. Tanto atrás como na frente com uma porta que se abre e o vento fresco sacia o nosso peito.
O úmido para o seco não é contradição e sim, sucessão.
Na lua, se nela for colocado um x de cor preta. A sucessão natural não alcança a menos que ela esteja em nós. Não tendo sobreposição nem de um desejo consciente e nem de um sonho de uma lua nas praias do Haíti depois de uma noite mal dormida para disponibilizar a sucessão na noite bem dormida de um dia instigante.
São três posições, um olhar autista que não encontra a lua e um desejo abstrato de um desejo na compra de uma passagem para o Haiti e o sonho da noite que por razões alheias acaba tendo acesso. Será que têm outras possibilidades? Pergunta racional demais porque foi enumerado. E a sucessão não ganha este mal estar. Nela não cabe a nossa noção podre. Basta ver que temos o capitalismo como crença principal como guia das nossas vidas.
A grande piada é achar que o grau de importância das causa e efeitos marca nossos defeitos nos mundo de deus. Um deus semelhante criando na falsa egoísta ignorância de seres ambulantes numa superfície. Toda importância se esvai na mutabilidade do transparente que permanece e brilha aos nossos olhos.
Um dos problemas filosóficos que sempre me acompanhou desde a adolescência sem o conhecimento filosófico platônico foi que o bem nunca teve uma extensão e toda intensionalidade nela é problemática, percebendo o mal com algo substancial trágico no sentido que ela faz cortes na carne. Com uma sucessão presenciável mais pontuada.
Minha mãe sempre me elogiou, com interesses religiosos, para alguém que nem tava aí para a religião, de que eu sempre falava a verdade. Um lembrete sempre entrínsico em mim que marcou diante das minhas reivindicações de verdade e religião. Mas no cotidiano lembro de um adolescente que tinha um grande impulso pela mentira e é observável casos como este de pessoas que contam mentiras como verdade mesmo sendo alertados no cotidiano. A mentira é orgânica no nosso meio.
O truthmakers do Heráclito é o escuro no rio. Mas o escuro é alguma coisa que existe que ele não chegou. Uma verdade que se desmancha na transparência que faz flutuar e ao mesmo tempo penetra. A episteme de Heráclito talvez seja algo que não está para nós como ele buscou. A anacronia no seu autismo desvela um paradoxo. O princípio do determinismo abriu um leque de variações em conformidade com que estava sendo dito. A compreensão de algo do vir a ser é tão frágil diante do que pode se absorver deste todo. O que ele pegou foi aquilo que ele podia pegar. O que ele pegou não poderia ter um avanço sem as devidas conceituações por exemplo pelo que conhecemos como extensão e intensão. Platão desconfiou disto e preferiu afastar-se sem se ater ao momento profícuo de sua época. Decisão unanime num momento da sua sucessão e a orientação para o mundo ocidental. E a sucessão do vir a ser também é muito mais pontuada diante da permanência do bem. Vai além da matemática verificar que o humano é sucessão diante de uma natureza parasitária imóvel. Estamos num quarto nos debatendo em angústia sendo que o quarto não vai mudar. E um peixe num aguário com um leve toque no vidro ele se distancia. Senão, ele permanece no seu mundo. Não somos como num tanque, embora envolvidos por uma massa atmosférica esférica desprestigiada. Morremos afogados no vazio e nossa compreensão não abstrai nela. Um peixe teria a outra dimensão diante da nossa manifestação. E será que estamos abertos ao toque no vidro. Sabemos da possibilidade. E isto resulta em mundos diante desta necessidade de espelhamentos que temos. Espelhamento de sentidos com os peixes nos toques e visão.
Como em Heráclito a questão visual, com grande importância para ele, não foi esclarecida. Também, não foi esclarecida a questão dos ventos frios transparentes em Protágoras.
A questão da sobreposição do time no deslocamento não está na finalidade do deslocamento. O fantasma no deslocamento absorve só a curvatura que não se concretiza na dispersão. O fantasma está na sobreposição inicial com sua forma nítida absoluta. A tendência transcendente regado de idealismo busca incessantemente a construção da imagem fora dela. Somos fantasmas nos vendo num núcleo de seres proliferados numa superfície que se manifesta. Seria tão claro se perguntar como enxergamos o outro e as coisas. Como o autista tem o desvio das coisas e dos outros.
Na sobreposição o primeiro plano é o conhecimento e memória, e no segundo é percepção imediata. E no deleite fantasmagórico existe as linguagens. Está que nos leva a bancarrota, diante de linguagens como a música universal, dos assobios dos ventos. Poesia é isto. E nada como a poesia na natureza com ela sendo poesia da natureza também.
¹ Para os externalista (relação causal com o líquido água e água e o nosso entorno comum) é uma condição que satisfaz a mente, supondo que tal composição inundou Heráclito numa falta de potência e explicação do mundo. Sentiu sua mente pequena diante da complexidade e necessidade para preencher a busca de escape deste mundo. Preso numa órbita muito maior do que aquilo que possamos pensar. Condição que afeta nossa liberdade. Sentidos, natureza das coisas e angústia.
¹ Para os externalista (relação causal com o líquido água e água e o nosso entorno comum) é uma condição que satisfaz a mente, supondo que tal composição inundou Heráclito numa falta de potência e explicação do mundo. Sentiu sua mente pequena diante da complexidade e necessidade para preencher a busca de escape deste mundo. Preso numa órbita muito maior do que aquilo que possamos pensar. Condição que afeta nossa liberdade. Sentidos, natureza das coisas e angústia.
O bom da internet é que você pode falar um monte de bobagens.
Depois apago ou continuo.
carlos jansson
Assinar:
Postagens (Atom)
