segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um bunker e a queda dos muros da babilônia.



Isto não vai para a história oficial. O maior culpado pela destruição do Patrimônio da humanidade no Iraque se chama George Bush. A invasão do Iraque teve como uma das principais iniciativas a destruição de um Bunker que o Saddam Hussein se orgulhava dos americanos não ter conseguido destruír. E o Saddam fez do Bunker um museu e os americanos ficaram mordidos de raiva. Na segunda invasão por causa deste Bunker houve uma situação de saquearem um museu no Iraque. Que antes os iraquianos se orgulhavam de ainda ter um patrimônio babilônico. E já se falava na possibilidade deste desastre e mesmo assim a invasão continuava. Então não foram só os islâmicos que destruíram este patrimônio. E ele desencadeou aquilo que era previsto.


Embora se aprenda nas escolas que a história oficial era lá dos tempos da ditadura ninguém vai falar a real da história agora. A porcaria é que as pessoas colocaram uma viseira na cara e falam coisas como se fossem super espertas. E o lance do bunker vai ser esquecido e só lembrado por aqueles que fizeram parte desta história. O mundo ocidental perde seus dentes. A vingança islâmica é uma realidade. Triste ver o que um homem pode fazer com a humanidade e sair ileso. Quantos milhares de vidas foram ceifadas da face da terra no Iraque. Isto foi um genocídio sem precedentes.

A humanidade é perversa e o mundo mais justo não é este nosso. Todo discurso político tenta nos convencer e convence uma grande maioria que estamos num mundo muito mais desenvolvido. Será que o fato de termos tecnologia nos tornou melhores? Sinto que ficou pior por ter este discurso hipócrita. O destino da humanidade esteve num bunker de novo. Um o tirano morreu e o outro se encheu de glórias.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Diderot na Estação dos Passageiros Invisíveis



As vezes as coisas se complicam quando deveriam ser fáceis para facilitar nossas vidas. O difícil fica como uma aura de uma grandeza sublime. Quando o sublime se apresenta nas substâncias simples. Cada vez mais o mundo aguarda que as coisas se resolvam de forma mais branda e natural. Os paradoxos são só uma alteridade reflexiva da vontade de uma nova ordem que instiga. É assim no Paradoxo de Diderot com a impressão que se deve ler muito sobre o assunto para se chegar a um resultado. Claro que não dá para tirar o mérito de estudiosos e intelectuais como o nosso papa Franklin de Mattos no seu livro "O Filósofo e o Comediante" que ataca na veia o assunto.

No artigo da Dra Maria das Graças no seu artigo "Moral e Espécie: Diderot e o Paradoxo do Homem Virtuoso" que num pequeno artigo ela desvenda toda a trama do paradoxo. Que nada mais é o olhar que se tem sobre o espetáculo sob o ponto de vista do público e do crítico. São dois pontos de vistas diferentes. Claro que tem toda uma análise de comportamento de atores nos palcos e na vida. Mas se resume a isto.

Diderot, Voltaire e Rousseau não falaram nada novo nas observações sobre os atores e os espetáculos, como também não é velho. É questão atualizada e vai ser pós contemporânea daqui alguns séculos. O espetáculo e os seus tem especificidade já alertada em Aristóteles que nunca vão se perder. O olhar do espetáculo é assim, de muitas maneiras (podendo ser subjetivas). E alguns como os críticos trocam de lentes para enxergar de forma objetiva e as vezes cruel.

No Festival de Teatro de Curitiba um espetáculo chamou a atenção pela abordagem na divulgação. Acreditando, por ser em Curitiba a modéstia e a humildade deve prevalecer diante de possíveis produções mais grandiosas. E existe um grande engano, como o espetáculo "Estação dos Passageiros Invisíveis" de Juíz de Fora em Minas Gerais.

Estação da Galeria Julio Moreira em Curitiba

Um espetáculo daqueles que ficou invisível no debate de importância de sua dramaturgia. É importante que os grupos estejam atentos ao contato com outros para passar o trabalho que estão fazendo. Mas nem sei se era bem isto que eles queriam. E o contato foi tímido ao ponto de ter ficado em dúvida se veria a peça. Como tinha trem, que é um transporte charmoso e muito usado na dramaturgia para passar um caminho infinito e romantizado, me convenci.

Foi assistindo que percebi que o trabalho é amadurecido em pesquisas e assessorados na dramaturgia. Uma situação de usuários de craque numa estação de trem. As falas dos personagem muito bem trabalhadas para não carregar com o termo "nóia" dos usuários. A trama consistente nela mesma e com um final esvaziado próprio de uma grande dramaturgia que não precisa dos chavões aristotélicos. O meu último espetáculo do Festival de Teatro de Curitiba de 2015 bateu palmas. Um tema novo para a dramaturgia sendo que o problema destes usuários é recente e muito bem lapidado. Algo próprio dos nossos dias com pessoas falando sozinhas pelas ruas com seus celulares. Por coincidências as pessoas falantes sem celular pelas ruas deixaram de existir. Não vejo mais. E os usuários com suas conversas impregnadas de absurdos encaixado e recorrente nas cidades. Até mesmo de Juíz de Fora, embora não seja uma cidade pequena e a história é baseada em fatos reais. E por favor, na próxima sejam mais ousados.

INMundos Cia Teatral
Texto: Rafael Coutinho
Direção: Leonardo Cunha
Elenco: Bruno Quiossa, Pri Helena, Rafael Coutinho.




quinta-feira, 2 de abril de 2015

Máquina Fatzer: Diga que você está de acordo! - Festival de Teatro de Curitiba





Ainda estou impactado com a peça "Diga que você está de acordo! como parte dos fragmentos do Fatzer de Bertold Brecht. Colocar algo como uma "destituição de uma língua inventada". E junto com um grande ruído criou um clima de caos. Um caos penetrando no instinto me levando ao primitivo de uma humanidade em mantilha.

Durante a peça pensei no quanto somos frágeis em uma sociedade submetida aos poderes que podem nos levar ao mundo dos lobos. Brecht dá está possibilidade de conferir ao histórico a atualidade. O passado só serve para se pensar o nosso momento que não para de se transformar. E quando temos nossas dignidades afetadas por governos caóticos é bem possível que voltemos não a um primitivo natural e sim a um caos cosmopolita do tipo peste negra e mortandade. Penso que somos premiados com tecnologias com garantias de confortos e previdências diante da morte. Mas isto não garante que o sistema, que não há como negar que ele comanda a nossa natureza, não possa estar corrompido e nos levando a um caos sem que possamos imaginar o extrato dele. A violência é realidade e o instinto deve prevalecer com as condições que nos enjaulam em sistemas.

Uma peça diferenciada de tudo que já assisti. No final perguntei para alguns se gostaram da peça. E todos repetiram a mesma coisa dizendo que não gostaram. Eu diria que não gostei. Mas aplaudi de pé porque é uma peça estranha e assistiria todas as vezes que me dessem oportunidade. Foi algo estranho todos aplaudindo de pé. Poderia dizer que está peça é um mistério. Fala dos lobos em nós. Não gostamos de revelar ele, só que ele está lá em nós. Mais um acerto do festival. É o tipo de peça que não vou esquecer e marcou o meu festival. Aquelas beterrabas é coisa de louco.

Direção e dramaturgia: Fran Teixeira
Elenco: Fabiano Veríssimo, Felipe de Paula, Márcio Medeiros, Levy Mota e Loreta Dialla.


terça-feira, 31 de março de 2015

A Língua portuguesa no Festival de Teatro de Curitiba



Existe um mundo interessante percebido e não falado nas relações numa forma de episteme ou coisa assim que possa ser falado sobre ele. E vou usar um exemplo deixando mais claro e tentando deixar mais prático a coisa.

Um grupo de teatro com seu diretor muito habilidoso distribui um discurso de uma peça com fino trato e pelo discurso não tinha como não reconhecer a riqueza da obra. Destas que vem nascendo e vai se formando um grande destaque. Só que a coisa não é bem assim. Quando falo "coisa" dou um significado que ela merece na filosofia.

Existe uma preocupação ocidental em agarrar o modo oriental de se fazer teatro. E com uma capilaridade própria de um teatro muito mais rico incorporado ao corpo com um todo que fala. E a palavra balbuciado pela boca não pode corresponder só a palavra, embora houve tentativa de uma transcendência que alguns devem ter alcançado. Sem tirar o mérito da obra com sua divulgação esperta e oportunista. Como de um sujeito de Curitiba que alguns dias atrás estava acabado se fazendo de um Raul Seixas chegando a cair de bêbado num show de uma amiga. E agora ele se transformou em alguém andando de fraque e brincos nas orelhas num estilo que seria de sujeito muito bem sucedido. Mudança de um ano para cá.

A peça conseguiu colocar o grande número de jornalistas num dia de apresentação e sentei ao lado de um que veio de Minas Gerais. E um inicio com alguns detalhes que já não são próprios de uma obra amadurecida. E a nossa conversa foi neste sentido. Conseguiram ter o sucesso. Mas num jogo de palavras na fala da atriz, ela colocou em xeque. Não estavam erradas só que não soaram bem. E vi o jornalista jogando o corpo para trás como um pequeno susto do tipo acordei. E no final da peça os artifícios de discurso continuaram. É claro que o sucesso muitas vezes se dá por um caminho deste. Mas a pesquisa para uma arte oriental não vai avançar neles, próprio deste mundo esperto. E as espertezas que desencadeou as observações devem ser justificadas com o trabalho. Não estão errado. Divulgar faz parte e melhor ser esperto do que ninguém ver o trabalho.

Tenho problemas com a língua portuguesa, como a maioria dos brasileiros. Sempre detestaram a língua e a presidenta Dilma saiu com uma de impor que agora os candidatos do Fies não podem tirar zero na redação. Só que nunca pararam para pensar o que devem estar errado para se ter um problema como este. Na ditadura por exemplo, nos meus tempos se tinha aulas de francês. Tanto que hoje procuro a língua francesa num escape do português. E se tem a língua Inglesa como padrão de disciplinas que dificilmente alguém desenvolve a não ser que faça um curso particular. Na ditadura se tinha aquelas letras do Chico com as dubiedades significativas enriquecendo a língua. E hoje ganhamos o axé das bundinhas. Sei que voltei para o assunto de comparação entre a ditadura e a democracia demagógica. A possibilidade de se ter mais poetas no contemporâneo é menor. Falam de uma desconstrução, justificada. Faltou uma conclusão no texto, uma hora termino.




sexta-feira, 27 de março de 2015

Silêncio! de Renata Mizrahi



A Peça teatral Silêncio é uma obra despretensiosa num primeiro olhar. Difícil de aceitar que possa ser uma boa peça a ser assistida. Uma sinopse ingênua carregando até um lema religioso quando se passa numa comemoração de judeus. Até o primeiro momento sentado no público constatando o cenário pobre se tem a certeza de ter entrado numa roubada pela escolha da peça. Mas pode ter certeza que vai pagar pelo seu preconceito.

A peça começa e já é daquelas que te agarra nas primeiras ações com uma dramaturgia que acende o interesse do começo a fim da peça. Uma trama bem distribuída entre os atores sem ter um monopólio de um personagem. Os atores trabalham em função da dramaturgia sem excesso, sem vaidades dos profissionais. Um acerto de dramaturgia que brinca com o público e passa do humor ao contexto sério do texto numa facilidade arrebatadora. E o grande ganho é a pesquisa histórica da imigração como pano de fundo.

É claro que é uma peça com medalhões do teatro e da televisão brasileira. Mas o interessante que os personagens estão distribuídos com uma equivalência sem que estes monopolizem e com uma aparente generosidade de quem pode se sobressair num trabalho. Todos imbuídos no objetivo da dramaturgia. Uma dramaturgia feliz que carregou todos ao delírio das palmas. Parabéns Renata Mizrahi com seu texto. Parabéns a curadoria do festival de Teatro de Curitiba 2015 com seu "O Inesperado acontece aqui". Intuindo que foi a melhor apresentação deles.

Direção: Priscila Vidca e Renata Mizrahi
Elenco: Suzana Faini, Jitman Vibranovski, Karen Coelho, Verônica Reis, Alexandre Mofatti, Vicente Coelho e Gabriela Estevão.
Stand-in: Flávia Milioni, Léo Wainer e Zé Guilherme Guimarães.




domingo, 22 de março de 2015

Elis Regina e Chico Buarque e a depressão do Brasil.



Ultimamente se tem falado muito sobre a cantora sem realmente colocar o que era o seu tempo e fora de seu tempo. Não se fala da depressão da Elis Regina que já declarava que as coisas mudaram.
Um sentido óbvio é perceber as vendas dos discos em épocas da ditadura de um povo entorpecido. O Arena vivia seus melhores momentos e o Chico era aquele que se fez na ditadura. É um erro pensar o povo da época com consciência de ditatura. E tem gente falando que era o mundo e o fundo quando na verdade existia uma atmosfera pulsando Chico e Elis. Viver exilado na França também não era tão ruim. A França pagava salário para eles. Estou procurando um exílio deste nem que seja para viver na Pont Neuf.

Com o momento da transição da ditadura para a democracia as coisas já tinham mudado o seu discurso. E ficou evidente a transformação e a constatação da Elis Regina na sua volta. Ela mesma em declaração já falava de algo mudado. E mudou. Basta ver o Chico Buarque com todo o nome construído na época, se ele lançar um disco hoje com certeza não vai vender o tanto que venderia naquela época ou o sucesso no vulto de sua obra.
E a tese é que o entorpecimento não deixava ver o político na música. Enquanto na transição era discurso de novos momentos e aquela música já não dava conta da nova realidade. Elis já não era uma cantora e sim uma representante de um simbolo político, como o Chico também. Foram acordados do entorpecimento. E aconteceu a depressão da Elis Regina com a fatalidade e o envolvimento com a cocaína, e dá para aliar ao seu momento depressivo. Estou falando num âmbito popular e não é específico da política das gravadoras.

Acho estranho a forma que se referem a uma pessoa no passado mantendo só os feitos e sem se ater ao momento que ajuda a explicar os feitos. Existe sempre uma mentira no Brasil ganhando proporções oportunistas de um mundo prático sem o aprofundamento necessário.
É um grande erro falar que o povo combatia a ditadura. E estes falantes aí vendendo bem a democracia para serem os galos no galinheiro já se davam bem com a ditadura. 
Hoje a gente tem mais consciência política de que as coisas não vão bem e melhor. Só nestes primeiros 3 meses do ano de 2015 já foram mortos 40 pessoas com balas perdidas. Existiam problemas lá. E existem problemas hoje. Então nada mudou tanto assim para se achar que lá era o ruim e agora estamos muito bem. A transformação para melhor não vem desta dicotomia e as mudanças para melhor é quase um utopia. O mundo não é feliz.

E sinceramente, não gosto das músicas da Elis Regina. Mas gostaria de ver um povo consciente e respeitando a memória dela. O que eu vejo não é bom. Vivi lá e não gosto de mentiras. A quem serve tudo isto? Pode até ser alguém aproveitando a oportunidade de aprovar projetos de leis de incentivo para ganhar em cima da memória dela. Acredito até que achei os motivos agora. É hora de contar a história a maneira clássica isto porque o povo uma hora vai começar a desconfiar destas formas elogiosas quando sabem que a vida não é toda estrela. Outra coisa é falar tão mal do passado se o presente é uma decadência só. Têm gente que vai ficar com a pulga atrás da orelha.

O mesmo entorpecimento que faz os brasileiros amarem as músicas da cantora americana Rihanna, sem entenderem uma sequer palavras do que ela diz. 




quarta-feira, 18 de março de 2015

A Globo e seu sexo - Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg


A mídia geral usando e acredito ser uma foto de divulgação. 

Seria muito bom se as mulheres se beijassem mais na realidade. Precisam de novelas para se satisfazer. Tudo bem, elas gostam de novelas. Já saiu de moda o beijo do galã no final dos romances. E as pessoas precisam uma das outras por causa do sexo. Com isto a arte vai pelo ralo.

E a sexualidade segue uma evolução que daqui uns dias os pais estão pegando as filhas. Bom, isto já existia antes. Famílias se pegando, que segundo a antropologia foi o início de tudo. Uma evolução que segue um caminho se pensar na lógica sexual e a cada dia se chega a uma coisa nova na questão da liberalidade, e até mesmo a necessidade de audiência para chocar que levam novos hábitos, costumes culturais acomodado em leis para um novo tempo.
O Levis-Strauss fala que a mulher era objeto de troca no meio indígena entre as tribos para se manter a paz. Sinto uma certa beleza nisto pela paz. E na Inglaterra nos anos 1800 os homens levavam as mulheres com coleiras para vender nas praças. Olha o detalhe da data. Ai sim acho que evoluímos em tão pouco tempo para a emancipação da mulher que vem agarrando seu espaço. As leis que limitam o sexo deveriam cair. Que todo mundo fique livre para fazer as suas escolhas. Se não tivesse a Aids seria muito melhor.

Antes das roupas nós tínhamos um corpo. E o corpo deve prevalecer. O desejo tem sua própria dinâmica que não vale ficar ditando regras. Ultimamente tem mulheres correndo nas ruas, nas praças nuas. Quer coisa mais bonita que valorizar o corpo? O nascimento das crianças na natureza e a humanidade fazendo um culto ao natural. A mulher e sua natureza ainda é pouco valorizada devido os pudores e a ditadura do vestimento para esconder o corpo perante um ser errante aos olhos de deuses. A maça neste caso é a grande culpada ou talvez a caixa de Pandora. 

Um dos primeiros filmes que assisti foi o filme Império dos Sentidos. Na época foi muito polêmico. Hoje a evolução tecnológica tornou o acesso banalizado. Nem precisa dos corpos diante dos filmes tão elaborados e da Aids. As pessoas não se pegam mais com a qualidade que tinham. As pessoas se pegam mas já não tem a pegada de antes. Se preservam e não se responsabilizam por relações que começam e logo acabam. O mundo mudou e o sexo perdeu seu fetiche. Agora se faz de conta que se pegam. Mas não se pegam mais. O amor acabou diante das dificuldades deste mundo desgastante. Até a Globo não faz novelas como antes por não ter se reciclado na dramaturgia diante dos simulacros no movimento.

Na biografia de Tennessee Williams ele conta que não ficava um dia sem sexo. Ele saia na rua, na praça em qualquer lugar e nunca ficava sem um homem. As igrejas de 15 anos atrás a pauta principal era o pecado e as mulheres não podiam usar calças compridas. Existia um gosto no pecado. Mas a igreja mudou, a Aids influenciou comportamento, tecnologia de acesso diversificaram as vontades. E a Globo não se reciclou. Ela ainda é puxada pelo sexo, não que não deva existir. Mas tem que ser uma dramaturgia dinâmica e toda vez que carrega com intenção o povo percebe. Quem faz o teatro deveria saber que existe um inconsciente. Não adianta estes políticos polêmicos do sexo tentarem puxar a carruagem. E não adianta achar que o ator homo não tenha que encarar o personagem com a perspectiva histórica e tradicional. Muitas vezes pego alguns atores que envolve o seu mundo em cena. E o que fazer num caso deste? Claro que muitos dos atores assumem o papel tradicional e que tal ação não é bem um teatro, mas não deixa de ser uma representação. Mas como ser evolutivo no teatro com os gestos sexuais. Considero que a dramaturgia com sexo hoje não é contemporânea e podendo nem ser arte. Mas que se beijem e que se iludam. Comigo os tempos estão para o não sexo enquanto alguns acham que o norte é o sexo. O simulacro atual não permite tal manutenção da natureza tradicional. Neste texto a natureza tem um sentido de esvaziamento diante da complexidade.