sexta-feira, 12 de maio de 2017

Efeito Pirâmide da Política


Todos sabem no que vai dar na linha da justiça adotada para se chegar no topo na venatória totalitária. Muitos conhecem o "Caso Heichmann" e a defesa da Hannah Arendt que vai naquilo que é o discurso prioritário na política nazista. E conhecendo o caminho a direita vai se aproveitar desta rua larga para atingir o seu objetivo quando no passado foi vítima. Todos sabem que as delações premiadas só vão chegar ao fim quando atingir o alto, o topo. E o topo é o Lula. Não tem como ele fugir do Moro e da 4ª região do supremo que todos sabem ser do sul da "República de Curitiba". 

A sorte foi lançada e o sentimento da maioria do povo já foi descartada dos rumos do Brasil. Se ele foi bom um dia com certeza isto não está sendo levado em conta. Tem aquele ditado que diz: "quanto mais alto se atinge maior é o tamanho do tombo". A memória de um povo feliz vai se esvair nas profundezas de um Brasil que segue seu curso na insignificância e de poderes globalizados. Fico com pena deste Brasil surdo e mudo. Não merece o futuro traçado por está fortuna. Serão dois Brasis como sempre foram. De um lado a esquerda aprisionada e do outro lado um sul envaidecido no seu harém de moralidade civilizada de um mundo além atlântico. Duas culturas que não conseguiram se harmonizar. Reivindicações de um passado quando este território se desmembraria. Mas somos reféns de uma unidade de desiguais. Fico com pena do príncipe que se deu mal e um povo entorpecido no seu momento ahistórico, que deveria permanecer como no discurso de Pierre Clastres já que não acerta uma. De certa maneira nunca passamos para o degrau seguinte e sempre seremos algo lá no além mar. 


Saudações na Pç Tiradentes de Curitiba em 1937

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Síndrome Coxinha na Vida Prática


A minha tese nestes tempos conturbados de inúmeras situações políticas e revelando aquilo que hoje vem sendo nítido de um neo-fascismo e as direitas pelo mundo florescendo, fica claro que no Brasil algumas peculiaridades se destacam. 

Algum tempo atrás a CPMF (imposto sobre movimentação bancária) foi usada e obteve um bom resultado no restabelecimento da economia. E recentemente se tentou a nova fórmula para auxiliar as contas públicas. E houve um grande clamor da população sobre a barbaridade que seria tal imposto. 
Só que a consequência disto foi uma política de retirada de direitos para diminuir o rombo nas contas, como o limite da aposentadoria, aumento da carga de trabalho, diminuição dos serviços públicos para desinchar o estado.  CPMF que nos meus tempos eram descontados centavos na conta. Ele é significativo em contas poupudas como da Rede Globo. Na minha e do pobre não fazia diferença nenhuma. Mas mesmo assim o pobre rico comprou o discurso dos mais ricos e acabou que quem vai pagar a conta é ele.  

Ai que entra a safra dos neo-fascistas, para definir melhor com o apelido de "coxinhas". Eles são os pobres-ricos. Aqueles que tem um celular e um mundo pela frente para conquistar. E a posição deles é defender um estar no futuro. A potencialização deles como ricos sendo pobres atualmente é a compra de um sonho inconsequente. Eles acreditam que vão ser os novos ricos do futuro e não se importam em perder direitos no atual. Perder direitos como a aposentadoria e um massacre na educação e saúde. 
Nada melhor para uma família enxergar o seu filho como um grande empresário, que nunca vai ser. Nada mais é do que um sonho capitalista imperando no intimo. Há um entorpecimento social quando as causas sociais vão se esvaziando sem que a população se dê conta do que está realmente acontecendo. E a superestrutura se aproveita deste efeito gregário para seus interesses. 

Aristóteles que é pai do logos da política na sua filosofia em "o homem é um ser político", e tem o ciclo do "ato e potência". Somos um país potencialmente ricos. Isto não quer dizer que já somos ricos. Ser rico é "ato" e potencialmente seremos ricos, com foco no futuro. Faz sentido isto nos nossos dias? Faz. E é dele a questão da "vida prática" do ser humano. Isto é corriqueiro. E um jovem deste se intitulando um potencialmente rico defendendo sua posição nada mais é do que um pobre em ato perdendo direitos. Uma patologia social que vem levando o Brasil a ultimas consequências. Estamos numa crise intelectual de uma bestialidade midiática de massa astronômicas. 


terça-feira, 14 de março de 2017

MITsp - Mostra Internacional de Teatro de São Paulo


O que falar de um Festival que ninguém conhece. Pelo jeito ele só acontece em São Paulo com média de 10 espetáculos e um site muito bem elaborado feito por muitos nomes. Ele é internacional só que os brasileiros não conhecem o evento. Deve ser bem dirigido pelo grande Antônio Araújo que sem dúvidas é um paulistas de peças no rio Tietê e seus apocalipses. 


Isto cansa, de um Brasil ter dois brasis, com um grande centro como gestor disto que chamamos de estado. As coisas não vão bem e de repente vemos verdadeiras cachoeiras paradisíacas econômicas jorrando num oásis no meio do deserto. Aquela miragem sem que este mundo cosmopolita de caos estético tenha acesso. Até parece que existe uma estética elitizada destes novos produtos de artes de discursos americanizados que o povo não tem acesso. Será que foi feito para uma elite? Quais as razões de ser internacional se nem nacional ele é? A curiosidade mata e será que vão tentar matar um pobre brasileiro perdido neste meio de produtos culturais por descobrir um Golias invisível andando pelas ruas de São Paulo? São Paulo é uma ilha no meio do Brasil? Seria bom definir este vazio misterioso. 

E começa hoje, bem no dia que tive acesso a informação. Será que sou tão desatualizado?


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Fim da Arte e Fim da Teia Estética?


É possível que autores renomados com contribuições precisas em suas épocas não tenham percebido a insistência dos olhares sobre o mundo que o humano adere a sua existência. Dentre os sentidos humanos quase todos tem relação com o gosto, do olhar das flores e seu perfume, o gosto de uma pudim, o som de um rock in roll e o toque numa bela mulher. A estética engloba nestes sentidos numa proporção totalizante atrelado a uma teia existencial dando sentido a vida. A resistência significativa que faz a vida pulsar com grandeza num eterno retorno, sem ela ser tão grande assim. 

Nas épocas que estes autores declaram o fim da arte quase genericamente num mesmo argumento, da troca da arte pela ciência, não existia a conciliação da ciência à arte. Como por exemplo o cinema, a televisão, o rádio e as vitrolas para produzir em memória uma bela música.
Hegel no seu Curso de estética é um dos primeiros a afirmar que a ciência veio para eliminar a arte. O Marx chega a comparar a Ilíada de uma propagação oral com a xerox, como se isto não irradiasse a arte. Nietzsche é mais profundo na sua crítica quando ele vê em Sócrates e Platão a filosofia consciente se sobressaindo ao dionisíaco da tragédia e a vida prática bestializada religiosa calcada no Platonismo se prevalecendo sobre a vida. Walter Benjamin, Adorno e outros atacando com a era da cultura de massa. Mas isto já se sabia que a população mundial ia crescer mesmo. Mas, quantos cinemas e teatros tem no mundo, e quantas televisões noticiando acontecimentos trágicos? A existência não deixou de consumir a arte. E este entorpecimento conveniente feito propaganda deve ser apagado do saber filosófico. Ela pode não ser tão instintiva e ingênua. Ela pode sofrer alteridades. Mas ninguém nunca vai deixar de ouvir uma bela música. E olha que a canção se reproduziu em milhares de formatos virtuais em aparelhos do mundo em toneladas de ondas conectadas dançando sobre nossas cabeças.

Praia do Pontal do Sul

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Nietzsche e os Músicos Brasileiros.


Os maiores músicos brasileiros beberam Nietzsche em suas músicas, como o Renato Russo e Caetano Veloso e Chico Buarque entre outros. Eles prestaram homenagens a Dionísio. Suas letras não beiraram verdades com um misto de verdades incutidas. A intuição andou regando suas fontes que jorram delírios de verdades. 

Um dos limites que estabelece tal ruptura é comparar a música evangélica cheia de dogmas e verdades prontas que não apresentam o novo. Giram em torno de um tema fantasmagórico que não apresenta a vida como ela é. A música precisa de carne do trágico no acaso. 

E pensar que por trás desta vertente cultural no Brasil foi da "Escola do Recife" semeando o pensamento alemão que brotou em margens de rios que seguem caminhos tão adversos num país tão atrasado. 

Pontal do Sul

domingo, 29 de janeiro de 2017

O véu no muro invertido de céu.


O cosmo da poesia estética vem tomando conta e deixando um rastro de crise da tecnologia. Este é o principal golpe que vem deixando o mundo dos bilhões com a pulga atrás da orelha. Crise que ultrapassa barreiras das multidões globalizadas num grande palco. Os governos se tornaram caros e ineficientes e o consumismo pouco atraente diante das descobertas. Retomar os neoliberalismos é um projeto sem possibilidade de sucesso, as pessoas já não compram da mesmo jeito. O mundo entra numa estética de um novo tempo e nele temos que nos moldar. 

O enigma é entender a nova forma de se viver. O ser ganha outra dimensão. O fazer e o desfazer andam juntas e não se pode construir o evangelismo da mera ilusão do passado. Refazer o ser é uma impossibilidade. O refeito é artificial e nauseante. Se existe uma passagem do moderno para o contemporâneo nominado, como evento, talvez seja o terreno que estou falando nos seus primeiros passos. Um tempo suave a caminho.

Não pioramos, talvez. Nós melhoramos! Só que alguns não perceberam e discursam um passado como descoberta que lá era o ser. Quando não era. Querem comprar brinquedos quando não se brinca mais com os brinquedos da mesma forma. Um golpe no acaso no fluxo das coisas como se isto tivesse um sucesso e objetivo. Perda de tempo e valores, só isto que vão conseguir. O muro caiu na cabeça dos vitoriosos dominadores. O instante cobra a todo momento a sua existência. São puras farsas.

Pontal do Sul

sábado, 28 de janeiro de 2017

Filosofia Estética e a Arte.


As vezes eu confundo a filosofia estética com a arte. Faço parte das duas e é necessário na completude de uma vida. Na angústia do saber brincando no meio de todas estas tecnologia humanas o ser precisa de uma episteme cósmica. Estamos numa redoma fechada numa amplidão de infinitos de naturezas que nos rodeiam. Fazemos uma segunda natureza modelando com a estética. O belo, o bom e o ruim são os ingredientes necessários como química que precipita. O nada e o tudo estão muito próximos e se reduz a uma mera existência. 

A maioria sai deste viés para acreditar numa outra natureza alem deste mundo. Isto é fantástico. Não é meu caso que vejo nesta a única solução de estimulo. Fazer as coisas com arte é a brincadeira do mundo e desencadeia toda a criatividade humana no fazer das coisas. As mãos como gesto é o ponto nevrálgico do fazer, como muitos já repetiram tal colocação. Separar a arte da estética é uma amputação sem uma lógica e sentido. Determinando as artes em específico é que podem se sujeitar a uma pergunta sobre o que é a tal arte. Uma sobre a outra é uma nominação que precisamos como sentido. Uma questão de especialidade. Tanto que o artista completo seja apenas um momento de sublimação. Mas em tempos tão Euripidianos e apolínicos este sublime se materialize em técnicas.  

Pontal do Sul