Estava na minha casa e esperava que a chuva viesse. Quer dizer, não foi bem assim. Era um calor dos infernos e estava a caminho do “Estava
Faço a correção depois do texto.
carlos jansson

Franceses no Brasil
Um ano atípico no Festival de Curitiba 2.010. Talvez pelas mudanças geradas e o aumento de espetáculos que acaba em muitas desistências, e assim uma desestruturação no cronograma do Festival. Méritos para o festival que parte de um principio democrático e abertura para tudo e todos. Isto resulta em bons espetáculo e alguns nem tão bons assim.
A dramaturgia está sendo pontuada e nítida para os observadores, como o Till,a saga de um herói torto que prolonga o Fausto de Goethe com seu filho e da Margarida que ganha vida numa passagem entre o medieval e o moderno com o problema do mal da época na filosofia. Um belo espetáculo como já era esperado, e uma dramaturgia engasgada. A Dulcinea’s Lament que é a Dulcinéia do Dom Quixote, que sem ele o vácuo é inevitável em cena.
É percebível que os espetáculos não sabem trabalhar com a mídia e os jornalistas não tem um cuidado especial com os espetáculos. Trabalham num fisiologismo básico de saber quais os espetáculos estão cotados para serem as vedetes sem se preocupar com a chama potencializadora que vai fazer o novo de qualidade. Como o laboratório que fiz com o grupo Les Batteurs D’Estrade na peça Exílio. Uma peça linda de morrer com propostas inovadoras dentro do Clown.
O Clown no Brasil é direta com imagens resumidas no intuíto de agradar o público de imediato. A inovação deles foi o tratamento da imagem sem a devida e esquizofrênica idéia da presença no palco. O elenco formado pelo Gil Emannuel e Lila Janvier são talentos interessados na qualidade e penetração da imagem criada. O clown está envolvido na história sem se preocupar com o público como falei. E talvez seja esta a parte poética de que tanto falaram. Eles têm mais poesia do que eles possam imaginar.
O cinema francês têm uma nostalgia no romance de casal, e eles fazendo um par harmônico viajando pelo mundo buscando intercâmbio. Uma peça que fala de descobertas a dois, cheio de emoções e vindo da França é o tempero perfeito para um paraíso de Adão e Eva.

O que vejo pela frente é um enigma. Um marketing release falando tudo de bom sobre o Till - Galpão.
Então vamos ver!!!
Vindo de Minas e voltando a memória do que foi a Kultur da Alemanha contra uma civilização embriagada burguesa no intuito de estabelecer um domínio colocou o moderno do jeito que quis. Estransburgo se tornou americanizado nos modos franceses. Esqueceram que Nietzsche que foi meio nazista na propaganda americana e Kant nem é grande coisa, e uma infinidade de pensadores que sairam de lá nem tiveram tanta influência sobre a intelectualidade contemporânea. Quero ver este povo falando a língua alemã?
Porque Mineiro só sabe falar do tanto que captou nas leis de incentivo, e eu também sou um anônimo que não enxergo nada quando estou entrando, mas quando estou saindo eu quero arrebentar com as estruturas dos maus intencionados. Vim de Minas e sei como funciona a política e quero ver se política e cultura estão entrelaçados.
Se é que vou assistir? Como foi o Calígula do Thiago Lacerda que no caminho do Largo da Ordem até o Teatro Guaíra da apresentação da peça, um ator do nordeste que descia comigo me falou tão mal da peça que acabei indo assistir "Inveja dos Anjos", que acabei repetindo a dose no dia seguinte.
Chegando na mercearia já tem a vista em cima do balcão um calhamaço que faz lembrar que vai passar a tarde toda lendo coisas interessantes de se saber. Um valor diferenciado da semana, proporcional ao volume e peso da quantidade de papel.
É como no outro lado as pessoas não soubessem utilizar as peripécias e a abrangência dos assuntos para tornar catártico e dar uma substância em forma de essência absoluta ao jornal ao ponto do leitor pegar o calhamaço e perceber que ele foi proveitoso. Será que sou eu que me intelectualizei demais num mundo que nos surpreendemos com tanta gente parecida em conhecimentos apesar da diversidade? Sugere que a impresa esta perdida neste emaranhado entre a superficialidade contagiante com a diversidade frustrante, e nele não sabem o que fazer para chamar a atenção. Se é o caso de chamar a atenção, porque senti uma falta de compromisso em proporcionar uma boa leitura.
Os filhos já não podem acompanhar os pais nos bares, como se os pais não tivessem a responsabilidade e nisto vai acabar em uma lei ditatorial com deputados de má reputação fazendo as leis. Será que o jornal não percebeu que tem aliados que transfere a pouca credibilidade para os jornais. Até uma tabelinha de deputados foi confeccionado para priveligiar uns e denegrir outros. Coisa do poder mesmo, mostrando as intenções do jornal e quem ele esta servindo. Isto é muito baixo para um jornal que quer se considerar de alto nível.